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Despesas para manter a máquina federal somam R$ 72,7 bilhões em 2025 e atingem pico desde 2016

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Brasília – Os custos administrativos do governo federal alcançaram R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior patamar registrado em nove anos, de acordo com série histórica iniciada em 2011 pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e ajustada pela inflação.

O levantamento, divulgado nesta terça-feira (3) pelo portal G1, indica que o valor supera os resultados de 2023 e 2024 – primeiro e segundo anos do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – quando foram gastos, respectivamente, R$ 63,2 bilhões e R$ 65,1 bilhões.

Comparativo anual

Segundo os dados, o avanço observado em 2025 recoloca o gasto de custeio acima da casa dos R$ 70 bilhões, faixa que não era atingida desde 2016. Veja os principais números:

  • Lula (PT) – 2025: R$ 72,7 bi; 2024: R$ 65,1 bi; 2023: R$ 63,2 bi
  • Jair Bolsonaro (PL) – 2022: R$ 60,1 bi; 2021: R$ 57,7 bi; 2020: R$ 61,9 bi; 2019: R$ 65,8 bi
  • Michel Temer (MDB) – 2018: R$ 68,4 bi; 2017: R$ 68,5 bi
  • Dilma Rousseff (PT) – 2016: R$ 77,7 bi; 2015: R$ 72,5 bi; 2014: R$ 77,4 bi; 2013: R$ 74,0 bi; 2012: R$ 75,2 bi; 2011: R$ 72,6 bi

As despesas abrangem contas de água, energia e telefonia, além de serviços de limpeza, vigilância, apoio administrativo, combustíveis, tecnologia da informação, aluguel de imóveis e veículos, diárias, passagens e serviços bancários.

Espaço orçamentário limitado

Dados do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) apontam que o governo dispõe de R$ 129,2 bilhões em 2026 para gastos não obrigatórios, valor que precisa cobrir custeio, investimentos e despesas operacionais dos ministérios.

Para Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, o crescimento do custeio restringe a capacidade de investimento do Estado. “Com o tamanho atual dessas despesas, a margem para investimentos é medíocre em um país continental com tantas necessidades”, afirmou.

Os gastos administrativos integram o grupo de “despesas livres” submetidas ao novo arcabouço fiscal, que limita o crescimento real dessas rubricas a 2,5% ao ano.

Com informações de Gazeta do Povo