Paris — A seção de combate ao cibercrime do Ministério Público de Paris realizou, nesta terça-feira (3), uma operação de busca e apreensão na sede da rede social X. No mesmo ato, o proprietário da plataforma, Elon Musk, foi intimado a comparecer à Justiça francesa em 20 de abril para um interrogatório.
O que motivou a ação
Segundo comunicado do Ministério Público, a diligência foi coordenada com a unidade nacional cibernética da Gendarmerie e com a Europol, dentro de um inquérito aberto em janeiro de 2025. A investigação começou após duas denúncias, registradas em 12 de janeiro e 9 de julho de 2025, e se ampliou com novas queixas sobre o funcionamento do modelo de inteligência artificial Grok, integrado à plataforma.
As denúncias apontam que o Grok teria facilitado “a difusão de conteúdos negacionistas” e gerado deepfakes de caráter sexual, afirma o documento oficial.
Acusações em apuração
As suspeitas criminais incluem:
- cumplicidade na posse de imagens de menores com conteúdo pedopornográfico;
- ofensa à representação da pessoa por meio de deepfakes sexuais;
- extração fraudulenta de dados de sistema automatizado, em quadrilha organizada;
- manipulação de algoritmos ou sistemas informáticos.
Convocação de Musk e executivos
Elon Musk e outros responsáveis pela rede foram chamados por meio do procedimento de “interrogatório livre”, que dispensa prisão preventiva. Para faltar, é necessário apresentar justificativa considerada válida. A diretora-executiva do X, Linda Yaccarino, recebeu intimação para depor na mesma data, 20 de abril.
O Ministério Público informou ainda que deixará de divulgar conteúdos na plataforma enquanto a investigação estiver em curso.
Com informações de Gazeta do Povo