Uma mãe de três filhos, identificada como Fatuma Juma, deixou Kismayo, Somália, depois que o marido descobriu sua conversão ao cristianismo, ocorrida em novembro de 2024. Posteriormente, o esposo, Ibrahim Mohammed, também se tornou cristão, colocando toda a família sob risco de represálias.
De acordo com relatos ao Morning Star News, Juma participou de uma reunião religiosa clandestina em 25 de abril do ano passado. Durante o encontro, ela ouviu uma mensagem cristã em áudio, emocionou-se e passou a chorar. As filhas, de 7 e 9 anos, assustadas, correram para casa e informaram o pai. Mohammed enviou o filho de 13 anos para buscar a mãe e, em seguida, foi pessoalmente ao local.
Ao confrontá-la, o marido presenciou Juma orar em voz alta: “Ó Senhor Jesus, perdoa meus pecados”. Chocado, ele proibiu a esposa de frequentar cultos e ela passou a praticar a fé em segredo.
O clima de tensão levou a cristã a fugir em 15 de agosto, levando os três filhos para um destino não divulgado. Mohammed continuou em Kismayo, mas manteve contato telefônico. Em 20 de outubro, ele pediu para reunir-se à família, prometendo respeitar a fé da esposa. O reencontro ocorreu e, em 25 de dezembro, ele próprio declarou-se cristão.
Antes disso, Mohammed já havia contado a parentes sobre a conversão da esposa, ampliando a exposição do casal. A família afirma que não pode voltar a Kismayo devido a ameaças e busca apoio financeiro para matricular as crianças na escola enquanto procura trabalho escondida.
A Somália ocupa o segundo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da organização Portas Abertas. A constituição do país estabelece o islã como religião oficial, proíbe a propagação de outras crenças e exige que as leis sigam a sharia. A apostasia é punível com a pena de morte, posição endossada pelo grupo extremista Al Shabaab, aliado da Al Qaeda.
“Por favor, orem por nós. Só queremos viver em paz e adorar a Deus livremente”, disse Juma.
Com informações de Folha Gospel