WASHINGTON — O ex-presidente norte-americano Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton confirmaram que prestarão depoimento à Câmara dos Representantes na investigação parlamentar sobre o pedófilo condenado Jeffrey Epstein. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (3) após semanas de pressão de deputados republicanos.
A confirmação partiu do porta-voz de Bill Clinton, Ángel Ureña, em uma postagem na rede social X. Segundo ele, o casal “negociou de boa-fé” e decidiu comparecer para “estabelecer um precedente que se aplique a todos”. No mês anterior, ambos haviam se recusado a falar à comissão.
Risco de desacato levou à mudança de posição
Em agosto do ano passado, o Comitê de Supervisão da Câmara enviou intimações ao Departamento de Justiça (DOJ) e a ex-autoridades de governos democratas e republicanos, entre elas os Clinton, em busca de documentos e esclarecimentos sobre os vínculos de Epstein com figuras políticas e financeiras. Apesar de nenhum dos dois ter sido acusado de crime, assessores temiam que a recusa em colaborar resultasse em processo por desacato ao Congresso.
Volumes de novos documentos
Na semana passada, o DOJ liberou cerca de três milhões de documentos, 2 mil vídeos e 180 mil imagens ligados ao caso. Os materiais mencionam personalidades já associadas a Epstein e à ex-parceira dele, Ghislaine Maxwell, como o ex-príncipe Andrew, o empresário Elon Musk e o ex-presidente Donald Trump.
Epstein foi encontrado morto em 2019 em uma prisão de Nova York, onde aguardava julgamento por um esquema de tráfico sexual. Mesmo após a condenação de 2008 por crimes sexuais, ele manteve contato com nomes influentes de Hollywood, Wall Street, Washington e do mundo da moda, apontam os novos registros.
O calendário exato dos depoimentos de Bill e Hillary Clinton ainda não foi divulgado pela comissão parlamentar.
Com informações de Gazeta do Povo