O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou nesta segunda-feira (2) o pedido para que os Estados Unidos libertem o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, detidos por forças norte-americanas em 3 de janeiro, em Caracas.
Em nota divulgada pela agência estatal russa TASS, a diplomacia de Moscou afirmou “instar mais uma vez os líderes americanos a libertar o chefe de Estado venezuelano legitimamente eleito e sua esposa”. O comunicado também ressalta o “apoio incondicional” do Kremlin “às autoridades constitucionais da Venezuela na proteção da soberania estatal e dos interesses nacionais”.
O texto acrescenta que a Rússia considera fundamental garantir à Venezuela “o direito de determinar seu próprio destino” e avalia positivamente o esforço do governo bolivariano em buscar unidade política interna para “mitigar riscos de crise constitucional” e criar condições para um “desenvolvimento pacífico e estável”.
Anunciada a posição oficial, Moscou reafirmou a intenção de manter “cooperação estreita” com Caracas, reforçando o compromisso de “apoio inabalável” ao país sul-americano.
Comitê russo em defesa de Maduro
Na semana anterior, o Partido Comunista da Federação Russa informou a criação de um comitê dedicado a atuar pela libertação de Maduro. O ex-líder venezuelano nega as acusações pelas quais responde na Justiça dos Estados Unidos, em Nova York, onde é processado por narcotráfico.
Com informações de Gazeta do Povo