O governo dos Estados Unidos tornou públicos, na sexta-feira (30), mais de três milhões de documentos ligados ao caso do financista Jeffrey Epstein. O material traz correspondências inéditas entre integrantes do círculo do ex-presidente Bill Clinton e Ghislaine Maxwell, parceira e associada de Epstein, enviadas entre 2001 e 2004.
As mensagens abordam logística de viagens, convites para jantares e, em alguns casos, conteúdo sexual explícito. Vários e-mails têm remetentes ou destinatários identificados pela sigla WJC — referência a William Jefferson Clinton — usada para endereços ligados ao escritório pós-presidencial do democrata.
Em uma das trocas, Maxwell afirma ter dito a um jornal que o titular do endereço era “um super garanhão” e que mantinha “uma queda” por ele: “Não pude evitar”, escreveu.
Procurado pela CNN, um porta-voz de Clinton declarou que o ex-presidente não escreveu nenhuma das mensagens divulgadas. Segundo o representante, Clinton raramente utilizou e-mail e não compartilhava contas com assessores.
Fotos já expuseram Clinton com Epstein
Um lote anterior, liberado em dezembro, exibiu fotografias de Clinton ao lado de Epstein, incluindo imagens em que o ex-presidente aparece sem camisa numa banheira de hidromassagem com uma vítima identificada pelo Departamento de Justiça.
Pressão no Congresso
A divulgação ocorre poucos dias antes da votação, na Câmara dos Deputados dos EUA, que pode declarar Bill e Hillary Clinton em desacato por supostamente ignorarem intimações relacionadas à investigação parlamentar sobre o esquema de Epstein.
Com informações de Gazeta do Povo