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Alcolumbre inaugura ano legislativo de 2026 defendendo harmonia entre Poderes e sem a presença de Lula

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O Congresso Nacional abriu, nesta segunda-feira (2), a quarta sessão da 57ª Legislatura. Na solenidade, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez apelo por “diálogo, bom senso e paz” entre grupos políticos e instituições. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu à cerimônia; o Executivo foi representado pelo primeiro-secretário da Câmara, deputado Carlos Veras (PT-PE), responsável pela leitura da mensagem presidencial.

Recado sobre distanciamento

Alcolumbre relembrou tensões recentes entre Planalto e Parlamento, que ficaram evidentes em novembro, quando ele e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não participaram da sanção da lei que isentou o Imposto de Renda para parte dos contribuintes. O senador ressaltou que conquistas, como a desoneração, “pertencem ao povo brasileiro” e não a um governo ou partido.

Cobrança por prerrogativas do Congresso

Em sua fala, Hugo Motta defendeu a prerrogativa parlamentar de direcionar emendas ao Orçamento, afirmando que o Congresso possui melhor capacidade de identificar demandas de municípios distantes dos grandes centros. O deputado anunciou para a mesma noite a votação do Programa Gás do Povo e, após o Carnaval, a apreciação da PEC da Segurança Pública. Também mencionou a análise do projeto que põe fim à jornada 6×1.

Lula no STF, representante no Legislativo

Enquanto era aguardado no Congresso, Lula esteve em evento no Supremo Tribunal Federal. Sua ausência reforçou a percepção de distanciamento entre Executivo e Legislativo, acentuada após a controvérsia da sanção do IR. Na mensagem lida por Veras, o governo listou avanços econômicos e afirmou ter superado projeções de analistas.

Assim, o ano legislativo de 2026 começa sob o compromisso público de pacificação, mas com sinais persistentes de tensão política entre Palácio do Planalto e Congresso.

Com informações de Gazeta do Povo