Brasília – O presidente do Chile, Gabriel Boric, oficializou nesta segunda-feira (2) a candidatura conjunta de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas, em acordo com Brasil e México.
Ao registrar a indicação em Nova York, Boric destacou que os três governos buscam reforçar a presença da América Latina e do Caribe na condução da organização. “A ex-presidente Michelle Bachelet personifica os valores da ONU”, afirmou o líder chileno, acrescentando que a região quer “fazer ouvir suas vozes na construção de soluções coletivas”.
Em publicação nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil apoia “com muita honra” o nome de Bachelet. Segundo Lula, após oito décadas de existência, “é hora de a ONU ser liderada por uma mulher”. Ele classificou a chilena como “a pessoa ideal” para enfrentar um cenário internacional “marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”.
Experiência internacional
Bachelet, que governou o Chile em dois mandatos (2006-2010 e 2014-2018), acumula trajetória dentro do sistema ONU. Entre 2010 e 2013, foi a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres. Posteriormente, ocupou o posto de Alta Comissária para os Direitos Humanos de 2018 a 2022.
Se eleita pela Assembleia Geral, a chilena sucederá o português António Guterres, cujo mandato termina em 31 de dezembro de 2026.
Com informações de Gazeta do Povo