São Paulo — O Grupo Fictor protocolou no Tribunal de Justiça de São Paulo pedido de recuperação judicial para as controladoras Fictor Holding e Fictor Invest. A medida, apresentada nesta terça-feira (2), busca reorganizar um passivo estimado em R$ 4 bilhões depois do insucesso na tentativa de adquirir o Banco Master em 2025.
A empresa argumenta que a operação frustrada secou o acesso a crédito e abalou a imagem do grupo. Em nota, a Fictor citou “especulações e notícias negativas” que teriam comprometido a liquidez das duas companhias após a liquidação extrajudicial do Master decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, um dia depois de anunciado o acordo de compra por R$ 3 bilhões com apoio de investidores dos Emirados Árabes Unidos.
Suspensão de cobranças por 180 dias
No processo, o conglomerado solicita a suspensão de execuções, bloqueios e cobranças por 180 dias, prazo previsto na legislação para negociação de um plano de recuperação. O objetivo, segundo a Fictor, é quitar integralmente as dívidas “sem qualquer deságio” e preservar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos.
Operações continuam
Fundado em 2007, o grupo atua nos segmentos de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. Conforme o pedido, a recuperação judicial não abrange as subsidiárias operacionais, que seguem funcionando normalmente.
A companhia acrescentou que, antes do episódio envolvendo o Banco Master, não registrava atrasos de pagamento ou inadimplência. Após a crise, o grupo afirma ter implementado um plano de reestruturação com redução de estrutura física e de pessoal, na tentativa de restabelecer o equilíbrio financeiro.
Com informações de Gazeta do Povo