Brasília — O vereador Rony Gabriel (PL-RS) tornou pública uma proposta que, segundo ele, oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores digitais para contestar a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master. A revelação, feita em 2 de fevereiro de 2026, levou a Polícia Federal (PF) a instaurar inquérito.
Como funcionava o “Projeto DV”
Chamado internamente de Projeto DV, sigla atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro, o plano previa contratos milionários com criadores de conteúdo. A orientação era divulgar uma reportagem específica que classificava como precipitada a decisão do BC de liquidar o Banco Master, alcançando potencialmente dezenas de milhões de usuários nas redes sociais.
Entenda a liquidação do banco
A liquidação ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de uma instituição financeira devido a falhas graves de gestão ou insolvência, protegendo correntistas e mantendo a estabilidade do sistema. A campanha pretendia convencer o público de que, no caso do Master, a medida teria sido excessiva.
Investigação da PF e tramitação no STF
A PF apura a ação coordenada de ao menos 46 perfis. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a investigação, mantendo parte dos autos em sigilo. Rony Gabriel se apresentou para depor.
Rede de influência além das redes sociais
De acordo com Gabriel, a iniciativa extrapolava o universo digital. Ele relata uma estrutura que atingiria Executivo, Legislativo e Judiciário, utilizando contratos de consultoria e cargos para garantir acesso a autoridades, além de supostamente envolver organizações criminosas.
Quem é o denunciante
Rony Gabriel, vereador em Erechim (RS) e pré-candidato a deputado federal, acumula quase dois milhões de seguidores. Conservador, ganhou notoriedade por publicações analíticas sobre temas nacionais, diferenciando-se de perfis focados apenas em vídeos curtos.
Com informações de Gazeta do Povo