O pastor Silas Malafaia afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (29), que suas declarações públicas sobre o alto comando do Exército não tiveram como alvo o comandante da força, general Tomás Paiva, mas constituíram críticas genéricas às Forças Armadas.
A manifestação integra a resposta à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o líder religioso de injúria e calúnia contra o militar. No documento, Malafaia sustenta não ter “ofendido a honra” de qualquer oficial de forma direta ou indireta.
“Não houve ofensas, mas críticas genéricas, sem identificar pessoa específica”, registrou a defesa enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
Respeito institucional
No texto ao STF, o pastor destaca manter “apreço e confiança” nas Forças Armadas e na maioria dos oficiais-generais, além de mencionar um gesto formal de retratação feito anteriormente.
Origem da denúncia
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, assinou a acusação em 18 de dezembro, após representação do próprio comandante do Exército. O caso refere-se a declarações dadas por Malafaia em um ato realizado em abril de 2025, na Avenida Paulista, que defendia anistia para os presos pelos eventos de 8 de janeiro.
Em 26 de dezembro, o pastor reagiu publicamente à iniciativa da PGR e ao prazo fixado por Moraes para prestar esclarecimentos. Ele reiterou não ter citado o nome de Tomás Paiva no discurso na Paulista. “Eu disse que os generais de quatro estrelas, o alto comando do Exército, eram uma cambada de frouxos, covardes e omissos por ficarem quietos diante da prisão do general Braga Netto em dezembro do ano passado”, declarou na ocasião.
Malafaia argumenta que, mesmo com o teor crítico, suas falas não configuram crime, pois estariam amparadas pela liberdade de expressão e dirigidas a um grupo, não a uma pessoa específica.
Com informações de Direita Online