O Partido Liberal (PL) passou a discutir internamente o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como possível vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.
A avaliação ocorre no momento em que legendas do campo conservador intensificam negociações de alianças. Nos bastidores, pesa o interesse em conquistar grandes colégios eleitorais e ampliar o alcance eleitoral de futuras candidaturas.
Conversas e movimentações
Durante entrevista ao portal Metrópoles, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, elogiou o governador mineiro, classificando-o como “muito bom”. Ele afirmou, porém, que ainda não houve contato direto com Zema para tratar de composição.
O tema da escolha do vice já havia sido levado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em visita à unidade prisional conhecida como Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena. Além de Zema, foram mencionados os nomes da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).
Força eleitoral de Minas Gerais
Internamente, o PL avalia que Zema poderia reforçar a chapa caso aceitasse a vaga de vice, sobretudo pela capacidade de mobilizar o eleitorado de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Desde 1989, o candidato que vence em Minas costuma repetir o desempenho no resultado nacional.
O governador mineiro registra altos índices de aprovação no estado, fator que desperta o interesse dos liberais. Ainda assim, Zema já declarou publicamente que pretende manter projeto próprio para 2026 e não aceita ocupar a posição de vice.
Agenda de Zema
Conforme anunciado, o chefe do Executivo mineiro deixará o cargo em 22 de março para percorrer diversas regiões do país, etapa considerada crucial para avaliar sua viabilidade eleitoral em âmbito nacional.
Com informações de Direita Online