O governo dos Estados Unidos autorizou nesta quinta-feira (29) a reabertura do espaço aéreo venezuelano para operações comerciais, medida que encerra uma suspensão imposta desde 2019. O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump em pronunciamento nos jardins da Casa Branca.
Trump afirmou ter comunicado a decisão diretamente à líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. “Conversei com a presidente da Venezuela e informei que todo o espaço aéreo comercial do país será reaberto”, declarou. Segundo o presidente norte-americano, a determinação tem execução imediata e envolve o Departamento de Transportes, agências reguladoras e as Forças Armadas dos EUA.
A liberação ocorre poucas semanas depois da captura do ex-ditador Nicolás Maduro por militares norte-americanos em Caracas, em 3 de janeiro. Na avaliação de Trump, a medida garante “viagens seguras” para cidadãos dos dois países, embora o Departamento de Estado mantenha o alerta máximo de segurança para deslocamentos à Venezuela.
Companhias se movimentam
Minutos após o pronunciamento, a American Airlines divulgou nota informando que pretende ser a primeira empresa dos Estados Unidos a retomar voos diretos para o território venezuelano. A companhia adianta que planeja operações diárias, condicionadas à aprovação governamental e a novas avaliações de segurança.
“Temos mais de 30 anos conectando venezuelanos aos Estados Unidos e estamos prontos para renovar essa relação”, disse o diretor comercial Nat Pieper. A empresa, que iniciou atividades na Venezuela em 1987 e era a maior transportadora norte-americana no país antes da suspensão de 2019, prometeu anunciar rotas e horários assim que os trâmites regulatórios forem concluídos.
Apesar da reabertura do espaço aéreo, Washington não detalhou se exigirá etapas adicionais de certificação antes do reinício efetivo dos voos. O aviso de viagem do Departamento de Estado continua listando riscos como criminalidade violenta e detenções arbitrárias.
Com informações de Gazeta do Povo