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União Europeia avalia bloquear ex-soldados russos que atuaram na guerra da Ucrânia

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Bruxelas – 29/01/2026 – Ministros das Relações Exteriores da União Europeia iniciaram nesta quinta-feira (29) o debate sobre uma proposta da Estônia que prevê barrar a entrada, em qualquer país do bloco, de militares russos que tenham participado diretamente da invasão da Ucrânia.

O chanceler estoniano, Margus Tsahkna, levou o tema à mesa durante reunião em Bruxelas. Segundo ele, há receio de um possível fluxo “em massa” de ex-combatentes russos em direção à Europa quando o conflito terminar. “Não pode haver um caminho de Bucha até Bruxelas”, declarou, referindo-se ao massacre ocorrido na cidade ucraniana em 2022.

Tsahkna argumentou que a Rússia mantém atualmente cerca de um milhão de combatentes, parte dos quais, segundo ele, inclui criminosos que representam ameaça à segurança europeia. O ministro informou ainda que já há relatos de militares russos planejando se deslocar para o continente após a guerra.

Como medida imediata, a Estônia já proibiu a entrada de 261 soldados russos identificados como participantes diretos da invasão. A intenção agora é estender esse veto a todo o espaço Schengen, responsável pela livre circulação interna no bloco.

No fim do encontro, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que “vários Estados-membros” demonstraram apoio inicial à proposta, sem especificar quais. Os países concordaram em aprofundar a discussão e avaliar o grau de adesão a uma lista conjunta de restrição.

O tema seguirá em análise nas próximas reuniões do Conselho de Relações Exteriores da UE.

Com informações de Gazeta do Povo