A Reverendíssima Sarah Mullally foi oficialmente reconhecida nesta segunda-feira como a 106ª Arcebispa de Canterbury, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da Igreja da Inglaterra.
Cerimônia histórica em Londres
A confirmação ocorreu na Catedral de São Paulo, em Londres, em uma solenidade que mesclou ritos jurídicos e religiosos. Mullally, que até então era Bispa de Londres, assumiu o posto deixado por Justin Welby, que renunciou em meio a críticas sobre falhas na proteção de menores.
Compromisso contra a misoginia
Pós-cerimônia, a nova arcebispa destacou o combate à discriminação de gênero como prioridade. “Já enfrentei misoginia na vida secular e na Igreja. Quero criar um ambiente onde todas as pessoas possam prosperar”, declarou.
Resistência interna
Mullally reconheceu que parte da Comunhão Anglicana contesta a nomeação de uma mulher para o cargo. “Ouço as preocupações e compreendo os pontos de vista”, afirmou, reiterando a intenção de dialogar.
Proteção de menores
Questionada sobre políticas de salvaguarda, a arcebispa disse estar “aberta ao escrutínio” e reforçou o compromisso com reformas que garantam independência nos processos de proteção.
Mudanças no episcopado de Londres
Com a transferência de Mullally, a Bispa de Kensington, Emma Ineson, assume interinamente a Diocese de Londres. Ela descreveu a nova função como “humilhante e revigorante” e pediu orações por sabedoria e coragem.
Próximos passos
A entronização de Sarah Mullally na Catedral de Canterbury está marcada para 25 de março. Antes disso, em fevereiro, ela presidirá o Sínodo Geral, que deve discutir proteção infantil e bênçãos a casais do mesmo sexo.
Ao comentar seu estilo de liderança, Mullally citou um provérbio africano: “Se você quer ir rápido, vá sozinho; se quer ir longe, vá acompanhado”. Ela acrescentou que pretende oferecer “liderança pastoral e esperança” em um momento de desafios para o país.
Com informações de Folha Gospel