Brasília – O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, que o maior obstáculo à tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o aumento das despesas públicas e da carga tributária.
“Houve aumento de carga tributária, e muito, nem sempre gerando receita. Temos notícia de muitas empresas indo para o Paraguai, para o Uruguai, porque querem pagar menos impostos”, declarou Kassab em entrevista exclusiva concedida à Folha de S.Paulo, um dia após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD.
Segundo o dirigente, a legenda pretende transformar a redução do tamanho e do custo do Estado em uma das bandeiras centrais da campanha presidencial de 2026. Kassab mencionou ainda medidas como combate à corrupção, reforma administrativa e maior transparência para conter despesas.
O ex-prefeito de São Paulo contraria avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para quem a economia não será determinante no pleito. Para Kassab, porém, o cenário fiscal pode favorecer uma candidatura alternativa à polarização entre esquerda e direita.
Três nomes na disputa interna
Com a chegada de Caiado, o PSD passa a contar com três pré-candidatos ao Planalto: o governador goiano, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Jr. (Paraná). Um vídeo divulgado na noite de terça-feira, 27, apresentou o trio como opções do partido para 2026.
Caiado deixou o União Brasil após resistência do PP, que forma federação com o antigo partido do governador. A mudança de sigla busca viabilizar o projeto presidencial do goiano.
Dívida pode bater R$ 10 trilhões
No mesmo dia das declarações de Kassab, o Tesouro Nacional informou que a dívida pública poderá alcançar o patamar inédito de R$ 10 trilhões até o fim de 2026, após crescer 18% em 2025 — o maior avanço em uma década.
Com informações de Gazeta do Povo