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Jaques Wagner afirma ver “com bons olhos” eventual delação de Daniel Vorcaro no caso Banco Master

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Brasília – O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), declarou nesta terça-feira (27) que considera “ótima” a possibilidade de o banqueiro Daniel Vorcaro firmar acordo de colaboração premiada na investigação que apura fraudes de até R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master.

Investigação de R$ 12 bilhões

Vorcaro é apontado pela Polícia Federal como principal articulador da venda de carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB), operação que motivou a liquidação do Master pelo Banco Central. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o episódio como “possivelmente a maior fraude bancária da história do país”.

Declaração durante entrevista

No programa Giro Baiana, Wagner disse estar “tranquilo” diante das suspeitas que cercam o caso. “Se ele delatar, acho ótimo. Estou aqui, tranquilo e calmo. Olha para a minha mão, vê se eu estou tremendo”, afirmou o senador.

O parlamentar confirmou que conhece Vorcaro, mas atribuiu a relação à venda do antigo cartão Cesta do Povo, vinculado à Empresa Baiana de Alimentos (EBAL), quando ainda era governador da Bahia. À época, o programa assistencial passava por déficit e acabou transferido primeiro a um executivo e, depois, ao então Banco Máxima, que mais tarde se tornou Master.

Possíveis envolvidos

Questionado sobre a participação de outros políticos no esquema, Wagner respondeu: “Ah, deve ter. Pra cacete”. Até agora, Vorcaro admitiu ligação direta apenas com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Indicação de Lewandowski

O senador negou ter sugerido o nome do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Master, mas confirmou haver indicado o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski para o conselho da instituição. Segundo Wagner, a solicitação partiu do executivo Augusto Lima, ligado ao banco.

Contratos sob suspeita

Outro desdobramento do inquérito foi a descoberta, em 2025, de um contrato que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos à esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento foi apreendido na operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

A investigação sobre o Banco Master segue em curso e envolve análise de documentos, quebras de sigilo bancário e depoimentos de executivos, políticos e servidores públicos.

Com informações de Gazeta do Povo