Brasília, 28 jan. 2026 – O Tesouro Nacional informou que a Dívida Pública Federal (DPF) encerrou 2025 em R$ 8,6 trilhões e poderá atingir entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões até dezembro de 2026.
Os números constam no Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado nesta quarta-feira (28). O documento orienta a gestão da dívida ao longo do ano e prevê ajustes na composição dos títulos emitidos pelo governo.
Estratégia para 2026
Segundo o PAF, a Secretaria do Tesouro pretende reduzir a participação de papéis prefixados – que têm taxa fixa estabelecida na compra – e ampliar a fatia de títulos atrelados à taxa Selic. A medida busca aproveitar o patamar elevado dos juros básicos, atualmente no maior nível em quase dois anos, para atrair investidores.
O PAF original previa que a DPF fecharia 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões. Em setembro do ano passado, o governo revisou o intervalo para R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões. O resultado final – R$ 8,6 trilhões – ficou dentro da faixa ajustada.
Prazos e vencimentos
O prazo médio da dívida terminou 2025 em quatro anos. A meta é manter esse indicador entre 3,8 e 4,2 anos em dezembro de 2026.
A parcela que vence nos 12 meses seguintes deve fechar 2026 entre 18% e 22% do total. Hoje, esse percentual está em 17,5%.
Mecanismos de segurança
O Tesouro destacou dois instrumentos para enfrentar eventuais choques de financiamento:
- Reservas internacionais: suficientes para quitar os R$ 33,3 bilhões da dívida externa que vencem em 2026;
- Colchão de liquidez: reserva de R$ 1,187 trilhão, capaz de cobrir 7,33 meses de vencimentos da dívida interna.
As metas serão monitoradas ao longo do ano e podem passar por novos ajustes, conforme a evolução das condições de mercado.
Com informações de Gazeta do Povo