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Macron desafia plano dos EUA para a Groenlândia e vê disputa como alerta para Europa

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O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou nesta quarta-feira (28) que o embate com os Estados Unidos sobre a Groenlândia deve servir de “despertar” para que a Europa reforce sua própria soberania. A afirmação foi feita em Paris, durante reunião com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen.

Macron afirmou que o continente precisa concentrar-se na “reafirmação da nossa soberania europeia, na nossa contribuição para a segurança do Ártico, no combate à interferência estrangeira e à desinformação, além da luta contra o aquecimento global”.

O líder francês também reiterou o compromisso de Paris com a integridade territorial da Dinamarca e da Groenlândia. “A Groenlândia não está à venda, nem disponível para ser tomada por outros. Os groenlandeses decidirão seu próprio futuro”, frisou.

Frederiksen, por sua vez, avaliou que “a ordem mundial como a conhecemos está sob pressão” e pode ter chegado ao fim. Já Nielsen reforçou a posição de que qualquer decisão sobre o território cabe exclusivamente aos seus habitantes.

A postura francesa contrasta com a manifestação do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que dois dias antes, em Bruxelas, declarou que “a Europa não está pronta para se defender sozinha” sem o apoio dos Estados Unidos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, sustenta que a Groenlândia é estratégica para conter a presença russa e chinesa no Ártico. Na semana passada, ele anunciou que Washington e a Otan definiram as bases de um acordo sobre o território, sem apresentar detalhes.

No mesmo comunicado, Trump suspendeu tarifas que entrariam em vigor em fevereiro sobre importações de oito países europeus contrários à anexação, entre eles a Dinamarca. Em resposta, a União Europeia adiou o lançamento de medidas comerciais de retaliação.

Com informações de Gazeta do Povo