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Garotinho descreve “o sistema” no Brasil e aponta bancos, Judiciário e Congresso como pilares

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O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (União Brasil) voltou ao centro do debate político ao detalhar, em entrevista ao podcast GeralPod, o que chama de “sistema” que controlaria decisões econômicas e políticas no país.

Quem estaria no comando

Segundo Garotinho, o topo dessa estrutura seria ocupado por famílias bilionárias ligadas ao setor financeiro. Ele citou os Moreira Salles (controladores do Itaú Unibanco) e os Setúbal (ligados ao Bradesco) como exemplos de grupos que comporiam o núcleo central do poder.

Três pilares de sustentação

O ex-governador dividiu o funcionamento do “sistema” em três frentes:

  • Guarda-costas: as cortes superiores, apontadas como responsáveis por impedir que investigações atinjam o comando financeiro;
  • Legisladores: cerca de 350 deputados federais, pelo menos 41 senadores e alguns governadores que formariam, de acordo com ele, a “bancada pessoal” do sistema;
  • Voz oficial: a imprensa tradicional, que, nas palavras de Garotinho, reproduziria “o boletim do sistema”, citando o relatório Focus como referência.

Exemplo recente

Durante a conversa, Garotinho mencionou o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, como exemplo de crise interna. Ele afirmou que o banqueiro “não é bem visto pela cúpula do sistema” e foi rotulado como “171”, em alusão ao artigo do Código Penal que trata de estelionato.

Garotinho, que foi preso em 2016 por crimes eleitorais, classificou essas disputas como reflexo de tensões entre segmentos que compõem o “sistema”. A entrevista foi publicada em 27 de janeiro de 2026 nas redes sociais do programa.

Com informações de Direita Online