Brasília, 26/01/2026 — O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, assegurou nesta segunda-feira (26) que a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos processos ligados ao Banco Master transcorre “com absoluta regularidade”. A declaração foi dada logo após a cerimônia de abertura do curso de formação de novos agentes, na sede da corporação, na capital federal.
Segundo Rodrigues, todos os trâmites obedecem às normas legais e às determinações judiciais, mesmo após o ministro ter centralizado as apurações em seu gabinete e determinado alto nível de sigilo. “Eu não vou entrar em detalhes operacionais de operações em andamento, mas é um processo regular”, afirmou a jornalistas.
Autonomia técnica
No discurso dirigido aos novos agentes, o diretor-geral destacou a importância da independência investigativa da PF no tratamento de provas sensíveis. “Quanto maior autonomia investigativa temos, mais resultados apresentamos e mais fortalecidos saímos”, disse, ao relacionar a liberdade técnica da corporação ao combate ao crime organizado.
Rodrigues confirmou que o material recolhido na segunda fase da Operação Compliance Zero já está em análise pelos peritos federais. “Nossos peritos já tiveram acesso, a instrução segue regular. Não há nenhum prejuízo nesse caso”, garantiu.
Oitivas no STF
Estão previstos para esta segunda (26) e terça-feira (27) os depoimentos de oito investigados, que ocorrerão na sede do STF, e não na Polícia Federal, como costuma ocorrer. O procedimento foge do ritual tradicional e soma-se a outras medidas adotadas por Toffoli desde que assumiu o controle dos autos.
Idas e vindas sobre perícia
Após resistência interna, o ministro autorizou que o material apreendido fosse remetido inicialmente à Procuradoria-Geral da República (PGR) para extração de dados. Depois, voltou atrás e permitiu que a própria PF realizasse a perícia, escolhendo previamente os peritos responsáveis.
Acareação contestada
Outro ponto de tensão ocorreu na acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Houve divergência entre a delegada do caso e um juiz auxiliar de Toffoli sobre quem definiria o roteiro de perguntas.
Apesar das controvérsias, Andrei Rodrigues reiterou que a investigação prossegue sem interferências que comprometam a legalidade dos atos processuais.
Com informações de Gazeta do Povo