Minneapolis (EUA) – A morte do enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, 37 anos, baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no sábado, 24, voltou a inflamar manifestações contra a política migratória do governo Donald Trump em várias cidades do país.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), a ação ocorreu na manhã de sábado, próximo ao cruzamento da Rua 26 Oeste com a Avenida Nicollet, em Minneapolis, durante uma operação voltada a um imigrante em situação irregular acusado de agressão violenta. Segundo a versão oficial, Pretti teria se aproximado dos agentes da Patrulha da Fronteira portando uma pistola semiautomática e resistido violentamente à tentativa de desarmá-lo, o que levou ao disparo sob alegação de legítima defesa.
O DHS afirma ainda que o enfermeiro carregava dois carregadores e não portava documentos de identificação, indicando, segundo a nota, intenção de “causar o máximo de danos”. O comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, confirmou detalhes da abordagem, mas não esclareceu se Pretti chegou a sacar a arma nem onde ela estava no momento do tiro.
Gravações feitas por testemunhas e analisadas pela CNN e pelo The Wall Street Journal contradizem a versão de ameaça imediata: as imagens mostram o enfermeiro segurando um telefone celular enquanto filmava a ação dos agentes contra outros manifestantes.
O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que Pretti tinha porte de arma válido, era cidadão norte-americano e residia na cidade. Este é o segundo caso fatal envolvendo operações do ICE em Minneapolis em menos de um mês.
O presidente Donald Trump declarou no domingo, 25, que o episódio está sob investigação. A morte desencadeou novos protestos em Minneapolis e em cidades como Nova York, Washington e várias localidades da Califórnia.
Com informações de Gazeta do Povo