A Comissão da cidade de Miami, Flórida, aprovou por unanimidade, na quinta-feira (22), a formação de uma força-tarefa encarregada de investigar possíveis relações de comércios locais com o regime de Cuba. A medida ainda precisa da assinatura da prefeita Eileen Higgins para entrar em vigor.
De acordo com o texto aprovado, o grupo de trabalho será integrado por funcionários da prefeitura e pelo órgão fiscal do Condado de Miami-Dade. O objetivo é apurar eventuais transações consideradas ilegais ou inadequadas com autoridades cubanas, podendo resultar na revogação de licenças de funcionamento.
Durante a sessão, o comissário do Distrito 4, Ralph Rosado, declarou que qualquer empresa que opere de forma ilegal, inapropriada ou que “ajude o governo de Cuba” corre o risco de ser fechada.
Ações semelhantes em Hialeah
A iniciativa em Miami soma-se a medidas já adotadas na vizinha Hialeah, cidade que concentra a maior proporção de cubanos nos Estados Unidos. Segundo o prefeito Bryan Calvo, 290 estabelecimentos ali já foram denunciados por supostos vínculos com o regime cubano, e as apurações seguem normas municipais.
Presença cubana em Miami
Estimativas da prefeitura indicam que Miami abriga mais de 100 mil residentes com nacionalidade cubana, além de centenas de milhares de descendentes que deixaram a ilha ao longo das últimas décadas. O bairro de Little Havana concentra dezenas de negócios administrados por exilados cubanos.
Com informações de Gazeta do Povo