O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, que uma “grande frota” de navios de guerra norte-americanos está se deslocando em direção às águas próximas ao Irã. Segundo ele, o movimento tem caráter preventivo.
“Temos muitos navios indo naquela direção, por precaução. Temos uma grande frota a caminho, e veremos o que acontece”, declarou o republicano a jornalistas a bordo do Air Force One, na viagem de volta de Davos, onde participou do Fórum Econômico Mundial.
Fontes independentes já haviam indicado que o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque deixaram o Mar do Sul da China rumo ao Oceano Índico, movimento que coincide com a declaração de Trump.
O presidente ressaltou que prefere evitar uma escalada, mas garantiu que Washington acompanha a situação “de perto”. Ele também recordou ter impedido, em 15 de janeiro, 837 execuções que teriam sido ordenadas pelo regime iraniano. “Caso contrário, teriam morrido. Todos teriam sido enforcados”, afirmou.
Desde novembro, organizações de direitos humanos calculam em pelo menos 3 000 o número de manifestantes mortos durante a repressão aos protestos no Irã. Na ocasião, Trump avisou que adotaria “ações muito fortes” se Teerã executasse presos políticos; dias depois, recuou após o governo iraniano negar planos de enforcamentos.
Em 16 de janeiro, o presidente negou relatos de que aliados no Oriente Médio o teriam dissuadido de bombardear o Irã. “Ninguém me convenceu. Eu convenci a mim mesmo”, afirmou. Nesta quinta-feira, porém, voltou a endurecer o discurso, ainda que frise o caráter preventivo do deslocamento naval. “Talvez nem precisemos usá-la”, disse sobre a frota.
Questionado se os Estados Unidos exigem a renúncia ou o exílio do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, Trump respondeu que não entraria em detalhes. “Eles sabem o que queremos. Muitos assassinatos estão sendo cometidos”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo