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Malafaia diz que Flávio agiu com “amadorismo” e defende chapa Tarcísio-Michelle para 2026

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O pastor Silas Malafaia voltou a criticar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto e reafirmou apoio a uma chapa formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice.

Em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira (21/01/2026), Malafaia declarou que Flávio “não empolgou a direita” e não teria força para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. “A direita pura não ganha eleição. Para vencer o Lula é preciso juntar centro e direita. Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar o Lula”, disse.

Segundo o pastor, o senador teria obtido o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando este estaria “debilitado emocionalmente” após uma cirurgia. “Achei uma afronta. O pai está debilitado, o filho vai lá sozinho e arranca dele ‘eu sou o candidato’. Isso, para mim, é um amadorismo político de alto grau”, afirmou. Malafaia é psicólogo de formação e alegou reconhecer o estado emocional de Bolsonaro.

Para o líder evangélico, o governo federal demonstra não se sentir ameaçado por Flávio — algo que, segundo ele, não ocorre com Tarcísio. “O Tarcísio encarna o novo, vem com o rótulo de competência e governabilidade. A candidatura do Flávio não empolgou a direita”, resumiu.

Capilaridade eleitoral

Malafaia reconheceu “competência” em outros governadores cotados para 2026, como Ratinho Junior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO), além do próprio Flávio. Contudo, avaliou que o fator decisivo seria a “capilaridade eleitoral”. Para ele, Tarcísio possui a força de governar o maior estado do país, enquanto Michelle agregaria apoio de mulheres, evangélicos e eleitores do Nordeste.

Visita cancelada e clima no PL

Tarcísio havia sido autorizado a visitar Jair Bolsonaro na Penitenciária da Papuda, em Brasília, nesta quinta-feira (22/01), mas cancelou a viagem alegando compromissos já marcados no Palácio dos Bandeirantes. O recuo ocorreu após Flávio declarar que o pai daria um “ultimato” ao governador para que ele disputasse a reeleição em São Paulo, considerada estratégica para derrotar o PT.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, negou qualquer atrito entre Bolsonaro e Tarcísio. “Tarcísio é um homem sério, não ficou chateado. Ele vai entrar na campanha [de Flávio] para valer. Essa história sobre ter algum incômodo é coisa do PT tentando colocar fogo na situação”, disse à Folha de S.Paulo.

A Gazeta do Povo procurou Flávio Bolsonaro, que não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Com informações de Gazeta do Povo