O governo da China aprovou um novo pacote de ajuda a Cuba que inclui US$ 80 milhões em assistência financeira de emergência e a doação de 60 mil toneladas de arroz, informou o Ministério das Relações Exteriores cubano nesta quinta-feira (22/01/2026).
Segundo a chancelaria de Havana, o embaixador chinês na ilha, Hua Xin, confirmou a medida durante encontro com o presidente cubano Miguel Díaz-Canel esta semana, na capital.
Entrega já começou
Díaz-Canel destacou a “intensa atividade” do diplomata no país e lembrou que, na segunda-feira (19), foi entregue a primeira parcela do arroz prometido por Pequim.
Apoio reiterado
Embora a China já tenha enviado ajuda anteriormente—em 2024, foram 20 mil toneladas de arroz entre abril e julho—o novo aporte ganha peso extra porque Havana perdeu seu principal aliado regional. O venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por militares dos Estados Unidos em 3 de janeiro.
Pressão de Washington
Após a prisão de Maduro, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou nas redes que Cuba deixaria de receber petróleo e recursos da Venezuela, sugerindo ao governo cubano “um acordo antes que seja tarde”. Díaz-Canel respondeu que não há negociações com Washington.
No dia 21, o Wall Street Journal noticiou que a Casa Branca procura interlocutores dentro do regime cubano para facilitar uma mudança de governo até o fim do ano.
Com o novo pacote de Pequim, Havana tenta atenuar a falta de combustíveis e alimentos provocada pela perda do apoio venezuelano.
Com informações de Gazeta do Povo