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Trump volta a defender anexação da Groenlândia e mantém três caminhos em avaliação

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Davos (Suíça), 21 jan. 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, reiterou nesta quarta-feira seu interesse em incorporar a Groenlândia ao território norte-americano e confirmou que estuda três alternativas para alcançar o objetivo: compra direta, apoio à independência da ilha e, em último caso, intervenção militar.

Entendimento preliminar com a Otan

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump revelou ter fechado um “acordo preliminar” com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre a segurança no Ártico. O entendimento ainda está em negociação e não exclui outras opções avaliadas pela Casa Branca.

Opção militar permanece “sobre a mesa”

Embora tenha dito que não pretende usar a força, o presidente mantém a possibilidade de operação militar. Assessores já declararam que “todas as opções estão sobre a mesa”. A ausência de forças armadas na Groenlândia e as limitações dos meios dinamarqueses são apontadas em Washington como fatores que facilitariam uma ação relâmpago.

A hipótese de intervenção enfrenta resistência de aliados europeus. Liderada pela França, uma iniciativa recente levou oito países — entre eles Alemanha e Reino Unido — a enviar pequenos contingentes para exercícios na ilha, sem participação dos EUA. Em resposta, Trump anunciou novas tarifas a nações que se opõem ao plano americano.

Incentivo à independência

Desde o início do segundo mandato, o governo americano estimula o debate sobre a independência da Groenlândia, hoje parte do Reino da Dinamarca. A estratégia busca retirar Copenhague das negociações e tratar diretamente com Nuuk.

Uma pesquisa da Verian em 2025 indicou que 56% dos habitantes defenderiam a separação; porém, outro levantamento posterior mostrou que 85% rejeitam a ideia de aderir aos EUA, 6% apoiam a anexação e 9% permanecem indecisos.

A atuação norte-americana gerou atritos diplomáticos. Em agosto, a Dinamarca convocou o principal diplomata dos EUA em Copenhague após relatos de operações de influência na ilha. Em dezembro, Trump criou o cargo de enviado especial para a Groenlândia e nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, com a missão de “tornar a Groenlândia parte dos EUA”.

Compra segue prioridade, apesar de custo elevado

A opção preferida pelo presidente continua sendo a compra do território semiautônomo. Em Davos, ele disse buscar “negociações imediatas” com Copenhague. Além da rejeição expressa por dinamarqueses e groenlandeses, a transação exigiria recursos equivalentes a 70% do orçamento de defesa americano previsto para 2026.

Com cerca de 60 mil habitantes concentrados em Nuuk e uma guarnição permanente de militares norte-americanos na base de Pituffik, a ilha do Ártico permanece no centro da estratégia geopolítica dos EUA, enquanto Dinamarca e parceiros europeus reforçam a oposição à anexação.

Com informações de Gazeta do Povo