Davos, Suíça – O presidente de Israel, Isaac Herzog, criticou nesta terça-feira (20) o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Segundo Herzog, a ordem, que restringe viagens do premiê a países signatários do Estatuto de Roma, impediu a participação de Netanyahu no Fórum Econômico Mundial e “representa uma recompensa ao terror”.
Em encontro realizado em Davos com a presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, o chefe de Estado israelense classificou como “politicagem internacional vergonhosa” o uso de instâncias jurídicas para barrar autoridades israelenses em eventos globais. “É inaceitável que fóruns legais internacionais sejam instrumentalizados para impedir representantes da única democracia do Oriente Médio de participar de uma conferência destinada a moldar o futuro do mundo e da região”, declarou, conforme nota divulgada por seu gabinete.
Mandados de 2024
O TPI emitiu em 2024 mandados contra Netanyahu, contra o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant e contra um líder do Hamas, todos acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade no conflito na Faixa de Gaza.
Depois da decisão da Corte, os Estados Unidos impuseram sanções ao procurador do TPI, Karim Khan, e a juízes do tribunal, manifestando apoio a Israel.
Risco de detenção em países signatários
Por causa do mandado, Netanyahu evita viajar a nações que aderiram ao Estatuto de Roma — caso da Suíça, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial. “Impedir Netanyahu e, aliás, Gallant, de participar de um fórum que debate o futuro do Oriente Médio por meios jurídicos equivale a recompensar o terror”, reforçou Herzog.
O presidente acrescentou que Israel “não luta apenas pela própria segurança, mas defende o mundo livre contra o império do mal do regime iraniano e de seus representantes terroristas”.
Com informações de Gazeta do Povo