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Sete cristãos armênio-iranianos são mortos na ofensiva do regime contra protestos no Irã

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Teerã – Sete cristãos de origem armênia foram mortos durante operações das forças de segurança iranianas contra os protestos que se espalham pelo país desde o fim de dezembro, informou a organização Portas Abertas nesta segunda-feira (19).

A entidade, que acompanha casos de perseguição religiosa, relatou ainda que pelo menos três outros fiéis ficaram feridos. Uma das vítimas foi identificada como Ejmin Masihi. Segundo a Portas Abertas, há pelo menos um convertido do islamismo entre os milhares de presos nas detenções em massa.

Conversões religiosas são tratadas pelo governo iraniano como traição à religião oficial, o que coloca ex-muçulmanos sob vigilância ainda mais rígida. A pressão atinge tanto comunidades cristãs reconhecidas – armênios e assírios – quanto grupos não oficialmente registrados.

O blecaute parcial de internet no Irã dificulta a checagem independente dos números, e a real dimensão das mortes permanece incerta, afirmou a organização.

Saldo geral da repressão

Dados citados pela agência Reuters apontam para cerca de 5 mil mortos desde o início das manifestações, motivadas pela crise econômica e pelo aumento do custo de vida. A Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA) corrobora o total e contabiliza dezenas de milhares de detenções.

O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, responsabilizou os Estados Unidos pelo levante popular, classificando os atos como resultado de “conspiração estrangeira”.

Com informações de Gazeta do Povo