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Rapper cubano é condenado a cinco anos por cartazes que pediam mudança política

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Havana – O Tribunal Popular Provincial da capital cubana sentenciou o rapper e artista plástico Fernando Almenares Rivera, 35 anos, a cinco anos de prisão sob a acusação de “propaganda contra a ordem constitucional”. A decisão, datada de 22 de dezembro, foi divulgada pela agência EFE.

Conhecido artisticamente como Nando OBDC, Almenares permaneceu em prisão preventiva desde dezembro de 2024. Segundo a sentença, ele afixou quatro cartazes na Rodovia Monumental, em Havana, com frases como “Queremos mudança agora!” e reivindicações por respeito aos direitos humanos em Cuba.

O tribunal afirma que o artista recebeu US$ 200 da ONG Cuba Primero – classificada pelo governo cubano como “contrarrevolucionária” e incluída em lista nacional de entidades acusadas de terrorismo – para produzir e instalar os cartazes. O dinheiro teria sido enviado por Armando Labrador, fundador da organização, também apontado pelo regime como envolvido em atos terroristas.

Durante o julgamento, Almenares negou qualquer vínculo com a Cuba Primero. Ativistas próximos afirmam que ele já colaborou apenas com os grupos dissidentes Comitê Cidadão para a Integração Racial e Mesa de Diálogo da Juventude Cubana.

Testemunhas e provas

A principal testemunha da acusação foi um tenente-coronel da polícia. Peritos compararam a caligrafia do artista às inscrições encontradas nos cartazes. O tribunal concluiu que as mensagens pretendiam “provocar agitação social, perturbar a paz pública e incitar ações contra a ordem social”.

Entre os magistrados que assinam a sentença estão Kenia Reyes Lara (relatora), Jesús Pérez Benavides, Patricia González Vera, Gil Amado Payne Hernández e Simón Mario Reyes Balmaceda. Organizações dissidentes classificaram o processo como político e exigem inclusão dos juízes em listas internacionais de repressores.

A defesa já informou que pretende recorrer da decisão.

Com informações de Gazeta do Povo