Pequim, 19 jan. 2026 – O governo da China pediu nesta segunda-feira (19) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixe de mencionar uma suposta “ameaça chinesa” como argumento para seus planos de incorporar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.
“Instamos os EUA a pararem de usar a chamada ameaça chinesa como pretexto para buscar ganhos egoístas”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, em entrevista coletiva na capital chinesa, de acordo com a emissora estatal CCTV.
Guo reforçou que a posição de Pequim sobre a ilha já foi exposta “em diversas ocasiões” e destacou que “o direito internacional, fundamentado nos propósitos e princípios da Carta da ONU, é a base da ordem internacional atual e deve ser respeitado”.
A reação chinesa veio dois dias após Trump, em publicação na rede Truth Social, reiterar a intenção de anexar a Groenlândia por razões de segurança nacional. O presidente americano argumentou que China e Rússia também teriam interesse estratégico na ilha. “A China e a Rússia querem a Groenlândia, e não há nada que a Dinamarca possa fazer a respeito”, escreveu.
No mesmo comunicado, Trump informou que os Estados Unidos aplicarão, a partir de 1º de fevereiro, tarifa de 10% sobre todas as exportações de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. A alíquota subirá para 25% em 1º de junho e permanecerá vigente “até que seja fechado um acordo para a compra completa e total da Groenlândia pelos americanos”, afirmou.
A medida provocou indignação nas capitais europeias. Segundo veículos internacionais, esses países avaliam adotar a chamada “bazuca comercial”, pacote de retaliações que pode incluir bloqueio parcial ao acesso dos EUA aos mercados do continente e novos controles de exportação.
Com informações de Gazeta do Povo