O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, que a oposição “está certa” ao chamá-lo de “taxad”. A declaração foi feita durante o lançamento da plataforma digital da reforma tributária, em Brasília.
Segundo o titular da Fazenda, o apelido é justificável porque ele foi “o único ministro da Fazenda dos últimos 30 anos” a implementar a tributação de offshores, fundos exclusivos, paraísos fiscais, dividendos e apostas eletrônicas. “Fico muito feliz de ser lembrado por isso”, disse.
Situação fiscal e medidas tentadas
Haddad lembrou que tentou elevar também a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas a Medida Provisória que previa o aumento perdeu a validade após resistência da oposição.
O governo enfrenta dificuldades para equilibrar as contas públicas. Dados preliminares indicam um déficit de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Entre as estatais, os Correios devem encerrar o ano passado com um rombo estimado em R$ 10 bilhões. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta desaceleração da economia brasileira em 2026, com possibilidade de recuperação apenas em 2027.
Banco Central e juros
Questionado sobre a política de juros, o ministro reiterou críticas à taxa básica definida pelo Banco Central, mas defendeu a indicação de Gabriel Galípolo — ex-secretário-executivo da Fazenda — para comandar a autarquia. “Se pudesse, recomendaria de novo”, declarou. Ele afirmou que Galípolo “herdou um problema que só será conhecido depois”, em referência à gestão de Roberto Campos Neto e ao escândalo envolvendo o Banco Master.
Polêmica do Pix
Haddad também rebateu vídeos de opositores sobre suposta cobrança do Pix. Para o ministro, a narrativa foi criada para “desviar a atenção” de investigações que podem atingir “gente graúda da oposição”.
O discurso foi acompanhado por integrantes da equipe econômica e parlamentares da base, que aplaudiram o ministro a cada menção às medidas tributárias já aprovadas.
Com informações de Gazeta do Povo