A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, foi designada como a única representante do governo federal no Fórum Econômico Mundial, que ocorre de 19 a 23 de janeiro em Davos, na Suíça.
De acordo com a programação oficial, Dweck comandará o grupo de governo da Colaboração, formado por dez países. A agenda da ministra prevê, na terça-feira (20), a condução da reunião do Global Digital Collaboration (GDC). Já na quarta-feira (21), ela participa de um painel sobre perspectivas de crescimento para a América Latina.
Inicialmente, os nomes das ministras Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) constavam na grade preliminar de palestras, mas ambas cancelaram presença. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também não viajará a Davos e segue sem comparecer ao evento em seu terceiro mandato, iniciado em 2023.
Expectativa internacional
Entre os destaques da edição deste ano está a possível participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A presença do republicano ocorre em meio às tensões sobre uma eventual anexação da Groenlândia. Em carta enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, Trump reclamou de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz e afirmou que agora poderia “pensar no que é bom e adequado” para os EUA.
Para confirmar sua ida, Trump exigiu que temas progressistas — ou “woke”, como classificou — fiquem fora dos debates. Dessa forma, a programação deve se concentrar em cooperação internacional, especialmente nos eixos de tecnologia e empregos.
Outro assunto que deve aparecer nos discursos é a captura do venezuelano Nicolás Maduro, ação que divide governos entre aplausos à restauração da democracia e críticas a uma suposta intervenção.
Com a ausência de Lula e de outras autoridades brasileiras, Esther Dweck terá a incumbência de representar o país em todas as discussões e reuniões oficiais programadas para os três dias de fórum.
Com informações de Gazeta do Povo