Portugal voltou às urnas neste domingo (18) e definiu que a eleição presidencial de 2026 será decidida em segundo turno, algo que não ocorria há 40 anos. Com 95% das seções apuradas, o socialista António José Seguro liderou com 30,62% dos votos, seguido pelo conservador André Ventura, que somou 24,26%.
O liberal João Cotrim de Figueiredo apareceu em terceiro lugar, com 15,49%. Na sequência ficaram o almirante da reserva Henrique Gouveia e Melo (12,25%) e o ex-ministro e comentarista político Luís Marques Mendes (11,97%). Os outros seis concorrentes não ultrapassaram 2% cada.
Eleitorado e função do cargo
Mais de 11 milhões de portugueses — dos quais cerca de 1,7 milhão residem no exterior — estavam habilitados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, impedido de concorrer a um terceiro mandato. O presidente em Portugal atua como árbitro da vida política: pode vetar leis, dissolver o Parlamento e convocar novas eleições, mas não exerce funções executivas.
A campanha de Ventura
Ventura, que concorre pelo partido Chega, adotou o slogan “Salvar Portugal” e focou o discurso em segurança pública, com críticas diretas a imigrantes que cometam crimes. Fundada em 2019, a legenda saltou de um único deputado para 60 cadeiras nas eleições legislativas de maio do ano passado, tornando-se a segunda maior força parlamentar, atrás apenas do Partido Social Democrata (PSD).
Classificado por setores da opinião pública como de ultradireita, o Chega rejeita esse rótulo e se apresenta como “direita autêntica”, defendendo valores nacionais e criticando as elites políticas tradicionais.
O segundo turno entre Seguro e Ventura está previsto para fevereiro.
Com informações de Gazeta do Povo