O governo chileno confirmou neste domingo (18) a morte de 16 pessoas em incêndios florestais que atingem as regiões de Ñuble e Biobío. A informação foi divulgada pelo ministro da Segurança Pública, Luis Cordero, citando dados da agência EFE.
Diante da gravidade da situação, o presidente Gabriel Boric declarou estado de catástrofe nas áreas afetadas e cancelou sua agenda oficial de segunda-feira. Segundo o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, o chefe de Estado viajará pessoalmente às zonas atingidas para coordenar as ações de emergência.
Deslocamento em massa
Os incêndios já forçaram o deslocamento de cerca de 30 mil pessoas, sobretudo na comuna de Penco, a aproximadamente 500 quilômetros ao sul de Santiago. A maior parte das vítimas fatais, 15, foi registrada na região de Biobío.
Condições favorecem avanço do fogo
Dados preliminares da Corporação Nacional Florestal (Conaf) apontam que as chamas consumiram cerca de 5 mil hectares em Penco e mais de 4 mil hectares em Ñuble. O combate é dificultado pelo vento Puelche, corrente de ar seco e quente que sopra da Cordilheira dos Andes, reduzindo a umidade e facilitando novos focos.
Reações políticas
O presidente eleito, José Antonio Kast, que assume o cargo em março, declarou que o momento exige união e apoio às vítimas, deixando de lado disputas políticas.
Escalada de incêndios
Especialistas apontam que a frequência e a intensidade dos incêndios no Chile aumentam desde 2010. O país ainda se recupera do episódio de fevereiro de 2024, em Valparaíso, quando 136 pessoas morreram em incêndios considerados os mais graves de sua história recente.
O governador regional de Biobío, Sergio Giacaman, comparou o impacto atual ao terremoto de 2010, um dos eventos mais traumáticos para os chilenos nas últimas décadas.
Com informações de Gazeta do Povo