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Gayer diz que direita não deve se calar nas redes e alerta para tentativa de silenciamento

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Brasília — O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou, em vídeo publicado no fim de semana, que a direita não pode abandonar as redes sociais após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda. Segundo ele, críticas de internautas que pedem atos presenciais em vez de manifestações online têm o objetivo de “calar” parlamentares aliados.

Parlamentares sob pressão

Gayer relatou que deputados de direita vêm recebendo cobranças para protestar em frente à sede da Polícia Federal e na Papuda, deixando de produzir conteúdo digital. “O que a esquerda mais quer é que a direita pare de falar nas redes sociais”, declarou.

Para o parlamentar, há temor entre colegas em abordar temas como denúncias contra o presidente Lula, a prisão de Bolsonaro ou decisões do ministro Alexandre de Moraes. Ele sustenta que manter a atuação virtual é essencial para “desgastar o atual governo”.

Missão eleitorais e bastidores

De acordo com Gayer, Bolsonaro orientou aliados a priorizar a eleição de Flávio Bolsonaro nas disputas de outubro. Para isso, seria necessário fortalecer o nome do senador e divulgar supostos escândalos envolvendo o governo federal. “Não ataquem sem entender o que acontece nos bastidores”, pediu.

O deputado informou que colegas como Nikolas Ferreira (PL-MG), Mario Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Carol de Toni (PL-SC) estão “extremamente indignados” com a prisão do ex-presidente e promovem reuniões com congressistas de centro. Relatórios também estariam sendo enviados a entidades internacionais, à Defensoria Pública do Distrito Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Pedido de prisão domiciliar e Lei da Dosimetria

Gayer disse que ao menos 160 deputados federais já assinaram um documento solicitando prisão domiciliar para Bolsonaro. Um abaixo-assinado virtual deve ser divulgado “em breve” para coleta de assinaturas da população.

Parlamentares governistas e de oposição também articulam a derrubada do veto presidencial à Lei da Dosimetria, que reduz as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro. A medida, se aprovada, pode libertar mais de 100 presos ainda detidos três anos após os ataques em Brasília.

Com informações de Gazeta do Povo