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Alto tráfego derruba aplicativo do FGC no primeiro dia de pedidos de ressarcimento do Banco Master

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São Paulo, 17 jan. 2026 – O aplicativo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) enfrentou instabilidade na manhã deste sábado, primeiro dia em que passaram a ser protocolados os pedidos de ressarcimento de clientes prejudicados pela liquidação do Banco Master.

Segundo a assessoria do FGC, o sistema contabilizou mais de 140 mil acessos simultâneos, o que comprometeu a disponibilidade do serviço. A partir de hoje, investidores que tinham recursos em CDBs e outros títulos cobertos pela garantia do fundo podem solicitar a devolução dos valores.

Para receber a indenização, o usuário deve baixar o aplicativo do FGC, manifestar interesse no ressarcimento e indicar uma conta bancária para crédito. Os rendimentos desses investimentos estão congelados desde 18 de novembro de 2025, data em que o Banco Master foi liquidado.

Maior operação de pagamento da história do FGC

O FGC estima que cerca de 800 mil pessoas tenham direito a até R$ 250 mil por CPF, limite coberto pelo mecanismo de proteção. O montante total a ser desembolsado pode chegar a R$ 40,6 bilhões — valor que corresponde a aproximadamente um terço das reservas atuais do fundo, avaliadas em R$ 122 bilhões.

Até então, o maior pagamento realizado pelo FGC havia sido na falência do Bamerindus, em março de 1997, quando foram liberados R$ 3,7 bilhões (equivalentes a cerca de R$ 19,9 bilhões em valores corrigidos) para 3,9 milhões de clientes.

Investigação e contato

O Banco Master foi liquidado após investigação que envolve seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro, ainda sob apuração da Polícia Federal. A lista de credores e os respectivos valores foi encaminhada ao liquidante EFB Regimes Especiais, responsável pelo encerramento das atividades da instituição.

Dúvidas sobre o processo podem ser enviadas ao e-mail atendimento.credores@fgc.org.br.

Com informações de Gazeta do Povo