A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, declarou em entrevista à Fox News que pretende ser eleita presidente da Venezuela “na hora certa”. A fala ocorreu depois de um encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, na Casa Branca, em Washington.
Machado descreveu o país como estando em “processo de transição política” e reconheceu Delcy Rodríguez, ex-vice de Nicolás Maduro, como presidente interina. Segundo a opositora, o objetivo é transformar a Venezuela em uma nação que “inspirará inveja ao mundo”.
Medalha do Nobel entregue a Trump
Vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Maria Corina entregou a Trump a medalha física que simboliza a honraria. Ela justificou o gesto dizendo que o republicano “libertou o povo venezuelano do ditador Nicolás Maduro” e descreveu o momento como “muito emocionante”.
No Truth Social, Trump classificou a entrega como “uma demonstração maravilhosa de respeito mútuo”. O Comitê Nobel da Noruega, porém, esclareceu que o prêmio é intransferível e continua oficialmente em nome de Machado, apesar de a medalha ter ficado com o ex-presidente norte-americano.
Cautela de Trump
Na sexta-feira (16), Trump explicou a jornalistas por que não apoia, por enquanto, o nome de Maria Corina para comandar o país. Ele citou o cenário do Iraque após a queda de Saddam Hussein, em 2003, quando a dissolução das forças de segurança contribuiu para o surgimento do Estado Islâmico. “Lembro do Iraque… demitiram todos e eles acabaram se tornando o Estado Islâmico”, afirmou.
Apesar da cautela, Trump elogiou a venezuelana, dizendo ter tido “uma ótima reunião” e destacando o “respeito mútuo” entre ambos. Segundo ele, a medalha foi aceita porque Maria Corina insistiu: “Você encerrou oito guerras, ninguém merece este prêmio mais do que você na história”, relatou.
Transição após captura de Maduro
Desde a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, durante operação militar dos Estados Unidos, Trump avalia que seria “muito difícil” Maria Corina assumir o poder imediatamente, alegando falta de apoio e de reconhecimento internos. O republicano afirmou negociar diretamente com a presidente interina Delcy Rodríguez, a quem chamou de “pessoa fantástica”.
Mesmo assim, Maria Corina reafirmou sua pretensão presidencial: “Assumo a missão de transformar a Venezuela em uma terra de liberdade. No momento certo, serei eleita presidente e me tornarei a primeira mulher a comandar o país”, disse à Fox News.
Com informações de Gazeta do Povo