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FAA alerta aviação civil dos EUA sobre riscos em voos na América Latina

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Washington (16.jan.2026) – A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) divulgou nesta sexta-feira (16) um aviso às companhias aéreas e pilotos civis americanos para que adotem cautela ao sobrevoar amplas áreas da América Latina devido a operações militares em andamento e à possibilidade de interferência no Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS).

O comunicado vale por 60 dias e contempla as águas sob responsabilidade das Regiões de Informação de Voo (FIR, na sigla em inglês) do México, América Central, Panamá, Bogotá, Guayaquil, toda a FIR Oceânica de Mazatlán e parte do espaço aéreo não atribuído do Oceano Pacífico Oriental.

Segundo a FAA, há relatos de interferência intermitente no GNSS na região do Pacífico Oriental. Embora o sinal geralmente seja restabelecido logo após a aeronave deixar a área afetada, o órgão alerta que o problema pode persistir durante todo o trajeto e comprometer voos subsequentes.

O aviso também destaca que aeronaves militares dos Estados Unidos podem operar em altitudes iguais ou inferiores às rotas de cruzeiro da aviação civil, com pouco ou nenhum aviso prévio, e eventualmente sem transponders.

Ações militares intensificadas

Desde o fim de agosto, as forças armadas americanas enviaram navios — inclusive o maior porta-aviões do mundo — e caças para o Mar do Caribe. O objetivo, de acordo com Washington, é combater navios ligados ao narcotráfico.

Até o momento, foram registrados ao menos 35 ataques contra 36 embarcações no Caribe e no Pacífico, resultando em 115 mortes. A operação levou à captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, para responder a acusações de narcoterrorismo na Justiça federal dos EUA.

Após a prisão, o presidente Donald Trump sinalizou que pretende realizar operações contra cartéis de drogas em território mexicano e colombiano. O tom dos pronunciamentos diminuiu nos últimos dias, após conversas com os presidentes do México, Claudia Sheinbaum, e da Colômbia, Gustavo Petro. Petro confirmou um encontro com Trump nos Estados Unidos em 3 de fevereiro.

Com informações de Gazeta do Povo