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Casa Branca institui Junta Executiva para Gaza com Tony Blair e Marco Rubio

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Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a criação de uma Junta Executiva encarregada de supervisionar o futuro governo da Faixa de Gaza. O colegiado reúne o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o secretário de Estado americano Marco Rubio, o enviado da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.

Completam a lista Marc Rowan, diretor da Apollo Global Management; Roberto Gabriel, assessor de Trump; e Ajay Banga, presidente do Banco Mundial. Cada integrante assumirá pastas específicas voltadas ao fortalecimento da governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, captação de recursos em larga escala e mobilização de capital para o território palestino.

Alto representante e força de segurança

A Casa Branca nomeou o búlgaro Nickolay Mladenov — ex-chanceler de seu país e ex-coordenador especial da ONU para o Oriente Médio — como Alto Representante para Gaza. Já o comandante de operações especiais do Exército dos EUA, Jasper Jeffers, liderará a Força Internacional de Estabilização (FIE), contingente das Nações Unidas encarregado de garantir segurança e desmilitarização na região.

Vinculação ao plano de paz

A formação da Junta Executiva marca a segunda fase do plano de paz apresentado por Trump para Gaza. Essa etapa prevê a instalação de um governo tecnocrático formado por palestinos sem vínculo com o Hamas e o desarmamento do grupo. O colegiado também deverá implementar as diretrizes do Conselho de Paz, comissão chefiada pelo próprio Trump.

O Conselho supervisionará ainda o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, futuro governo do enclave, que contará com 15 integrantes e será liderado pelo engenheiro Ali Shaaz.

A primeira fase do plano, iniciada em outubro, determinava cessar-fogo, libertação de reféns e entrada de ajuda humanitária. Mesmo assim, desde então foram registrados novos ataques no território.

Com informações de Gazeta do Povo