Brasília — O pastor Silas Malafaia e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protagonizam um embate público desde 11 de janeiro, quando a parlamentar afirmou ao SBT News que a CPMI do INSS apura a participação de “grandes igrejas e líderes evangélicos” em suposto esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas.
Pastor desafia senadora a revelar nomes
Três dias após a entrevista, em 14 de janeiro, Malafaia — líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo — considerou a declaração “uma afronta” e desafiou Damares a divulgar as igrejas investigadas. “Ou a senhora dá os nomes ou é leviana”, disse o religioso, acrescentando que, sem provas, a senadora “não seria digna” de receber votos de cristãos.
Lista de requerimentos torna-se pública
Como resposta, Damares divulgou requerimentos já aprovados ou em análise na CPMI. Os documentos pedem quebra de sigilo ou convocação nos seguintes casos:
• Adoração Church;
• Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo;
• Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch);
• Igreja Evangélica Campo de Anatote;
• Cesar Belucci do Nascimento (convite);
• André Machado Valadão (convocação e quebra de sigilo);
• Péricles Albino Gonçalves (convite);
• Fabiano Campos Zettel (convite);
• André Fernandes (convite).
A senadora reiterou que os pedidos são públicos e que a comissão tem “dever constitucional” de apurar eventuais irregularidades.
Troca de acusações se intensifica
Após a publicação da lista, Malafaia afirmou que Damares “denigre de maneira geral” a imagem das igrejas evangélicas, alegando que nenhum dos nomes citados representa “grandes igrejas”.
No dia 15, em entrevista ao jornal O Globo, Damares declarou que não submeterá suas ações a Malafaia e aconselhou o pastor a “orar um pouco”. Ela acrescentou que dados da Assembleia de Deus do Amazonas, ligada à família do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), também estão sob análise da CPMI.
Na manhã de 16 de janeiro, Malafaia reagiu chamando a senadora de “cínica” e “mentirosa”, sustentando que ela ainda não citou nenhuma “grande igreja” envolvida. O líder religioso disse ter telefonado ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o qual teria negado a investigação de grandes denominações.
Pedido de convocação de Malafaia
O deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolou, em 16 de janeiro, requerimento para que Malafaia seja ouvido pela CPMI do INSS. O pastor manifestou apoio à convocação e sugeriu que o colegiado também chame Frei Chico, vice-presidente do Sindnapi, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Até o momento, a CPMI aguarda a retomada dos trabalhos para votar os novos pedidos de quebra de sigilo e as convocações pendentes.
Com informações de Gazeta do Povo