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Pastores divergem sobre participação de cristãos em casamentos homoafetivos

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O tema da participação de cristãos em cerimônias de casamento entre pessoas do mesmo sexo voltou a ganhar destaque após declarações de dois líderes evangélicos brasileiros nas redes sociais. Em vídeos publicados no Instagram, os pastores David Riker e Josué Gonçalves apresentaram visões diferentes sobre como os fiéis devem agir diante de convites para casamentos homoafetivos.

Riker: “Participar não convém ao cristão”

Mestre em Teologia e palestrante sobre sexualidade bíblica, David Riker afirmou que, embora seja possível manter amizade e convívio com pessoas LGBTQIA+, a presença no casamento assume um significado espiritual mais profundo.

“Nós podemos ser amigos: é seu filho, seu pai, seu parente, seu melhor amigo. Você participa de aniversários, recebe em casa. No entanto, ir ao casamento é algo muito sério”, disse.

Segundo Riker, a Bíblia atribui dois sentidos à presença em uma cerimônia: celebrar e testemunhar. “Para quem tem a consciência submissa às Escrituras, não é possível celebrar o que está acontecendo ali, tampouco ser testemunha disso”, declarou. Ele acrescentou que o respeito às escolhas de vida não exige comparecimento ao evento: “Participar dessa cerimônia, no meu entendimento, não convém aos cristãos”.

Gonçalves: decisão deve ser pessoal e em oração

Líder de um ministério voltado a famílias e casamentos, o pastor Josué Gonçalves entende que a ida ou não à celebração é uma escolha individual que deve ser tomada em oração. Ele reconhece que as Escrituras não aprovam a prática homossexual, mas ressalta o chamado bíblico para amar e tratar a todos com dignidade.

“A aprovação moral é uma coisa; presença relacional é outra”, afirmou. Para Gonçalves, estar no casamento não significa necessariamente concordar com o relacionamento. Ele citou Romanos 14: “Cada um esteja plenamente convicto em sua própria mente”.

O pastor aconselhou os cristãos a manterem pontes e evitarem rompimentos: “O Evangelho se comunica mais pela postura do que pelo protesto. Rompimentos raramente transformam; relacionamentos preservados mantêm pontes abertas”.

As opiniões divergentes refletem debates internos nas igrejas sobre como conciliar convicções doutrinárias com relacionamentos pessoais em uma sociedade cada vez mais plural.

Com informações de Guiame