O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a prorrogação por mais 60 dias das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master.
A decisão atende a solicitação da própria PF, que alegou necessidade de tempo adicional para concluir a apuração. “Considero que as razões apontadas para a prorrogação devem ser deferidas”, escreveu o relator.
Mais cedo, o ministro reduziu de cinco para dois dias o prazo para que os investigados prestem depoimento. Nos últimos dois dias, Toffoli alterou ao menos três vezes determinações relacionadas ao acesso e ao destino das provas obtidas na segunda fase da Operação Compliance Zero.
Operação Compliance Zero
A primeira etapa da operação foi deflagrada em 18 de novembro de 2025, quando a Polícia Federal passou a investigar a suposta emissão de R$ 12 bilhões em títulos de crédito falsos por instituições financeiras. No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O empresário Daniel Vorcaro, então presidente da instituição, chegou a ser preso enquanto tentava embarcar para Dubai, sendo liberado dez dias depois.
A segunda fase, realizada na quarta-feira, 14 de janeiro, mirou familiares de Vorcaro: o pai, a irmã e o cunhado, Fabiano Campos Zettel.
Tentativa de venda frustrada
Em março de 2025, o Banco de Brasília (BRB) anunciou interesse em adquirir o Master por R$ 2 bilhões. A negociação, contudo, foi barrada pelo Banco Central.
Com a prorrogação concedida por Toffoli, a Polícia Federal terá agora até meados de março para finalizar o inquérito.
Com informações de Gazeta do Povo