São Paulo, 16 jan. 2026 – Em artigo publicado nesta sexta-feira (16), o jurista Ives Gandra da Silva Martins traça um panorama do início de 2026, combinando fatos internacionais e problemas internos brasileiros.
O professor emérito relata que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi preso após, segundo ele, fraudar eleições nas quais obteve apenas um terço dos votos. De acordo com o texto, militares dos Estados Unidos invadiram um bunker guardado por tropas venezuelanas e cubanas, capturaram o ex-chefe de Estado e o extraditaram para responder por acusações de genocídio, assassinato de opositores, fraude eleitoral e corrupção.
Gandra observa que a ação norte-americana fere o princípio da inviolabilidade territorial previsto em resoluções da ONU desde 1970, mas lembra que a norma tem sido ignorada em diversos conflitos mundiais.
No mesmo artigo, o jurista menciona a guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele critica a presença do presidente brasileiro no desfile militar de 9 de Maio em Moscou e afirma que o gesto representou apoio tácito à anexação de 20% do território ucraniano, reforçando a afinidade do Palácio do Planalto com regimes autoritários.
Situação interna do Brasil
Ao abordar o cenário doméstico, Ives Gandra fala em “desequilíbrio” entre os Três Poderes. Segundo ele, o Executivo mantém gastos elevados, eleva tributos e preserva juros altos para conter a inflação, enquanto o Congresso usa volume “inacreditável” de emendas em benefício próprio. O jurista também questiona dados oficiais de queda no desemprego, citando a permanência de 7 milhões de famílias no Bolsa Família há uma década.
Na esfera judicial, o autor afirma que o Supremo Tribunal Federal perdeu prestígio e aponta a preferência a advogados com laços familiares com ministros, prejudicando outros profissionais.
O texto termina com a defesa de que Legislativo, Executivo e Judiciário retomem suas funções essenciais para garantir estabilidade institucional.
Com informações de Pleno.News