O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, na tarde desta quinta-feira (15), a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Detido desde novembro de 2025, Bolsonaro estava custodiado na superintendência da Polícia Federal na capital federal.
A ordem judicial teve repercussão imediata no universo político. Aliados do ex-chefe do Executivo criticaram a mudança de unidade prisional, enquanto opositores comemoraram a decisão.
Reações de aliados
No X (ex-Twitter), o vereador carioca Carlos Bolsonaro classificou a transferência como “injusta” e disse enxergar “fragilização de garantias jurídicas fundamentais” e “aplicação seletiva do rigor penal”.
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também fez críticas ao STF. “O que vemos não é justiça. É autoritarismo de toga, abuso de poder institucionalizado; a caneta usada como cassetete”, escreveu.
Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou a escolha do regime prisional. “A pergunta ainda continua: por que não enviá-lo para casa [prisão domiciliar]?”, indagou na mesma rede social.
Manifestação de adversários
Entre parlamentares governistas, a decisão foi elogiada. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a transferência “desmonta a campanha sistemática e mentirosa de tortura” que, segundo ele, buscava deslegitimar o cumprimento da pena.
Não há, até o momento, previsão de nova avaliação judicial sobre o local de cumprimento da pena do ex-presidente.
Com informações de Gazeta do Povo