Brasília, 15 de janeiro de 2026 — Pesquisa Quaest mostra que 58% dos brasileiros têm receio de que os Estados Unidos realizem no Brasil uma ação semelhante à que resultou na prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Outros 40% afirmam não ter esse medo e 2% não souberam ou não responderam.
Medo maior entre eleitores de Lula e Bolsonaro
O temor atinge 74% dos entrevistados que se declaram eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva e 57% dos que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Metodologia
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Avaliação da reação do governo brasileiro
Após a operação americana, Lula classificou a ação como “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela. Para 51% dos entrevistados, a reação do presidente foi equivocada; 37% consideraram correta e 12% não opinaram.
Impacto eleitoral
Mesmo entre os que desaprovam a posição de Lula, 71% afirmam que o episódio não influenciará seu voto nas eleições deste ano. Já 17% dizem que o caso os leva a preferir a oposição, enquanto 7% se declaram inclinados a votar no petista; 5% não responderam.
Relação com o governo Trump
Questionados sobre a postura que o Brasil deveria adotar em relação ao governo de Donald Trump, 66% defendem neutralidade, 18% apoiam alinhamento às ações dos EUA e 10% pregam oposição aberta. Os demais 6% não souberam ou não responderam.
Aprovação da operação em Caracas
A investida militar que capturou Maduro conta com aprovação de 46% dos brasileiros, enquanto 39% a desaprovam e 15% não opinaram. Além disso, 50% consideram aceitável intervenção externa para derrubar um ditador; 41% discordam.
Após a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando do país vizinho e iniciou negociações com Washington para a abertura do mercado de petróleo venezuelano.
Com informações de Gazeta do Povo