Paris, Berlim, Londres, Madri e outras capitais europeias convocaram nesta terça-feira (13) diplomatas iranianos para cobrar esclarecimentos sobre a violenta repressão aos protestos em curso no Irã.
De acordo com organizações de direitos humanos, as manifestações têm resultado em centenas de mortos, prisões arbitrárias e bloqueios de internet. A pressão internacional aumentou depois que relatos de assassinatos de manifestantes pacíficos ganharam repercussão global.
França
O Ministério das Relações Exteriores francês chamou o embaixador do Irã em Paris. O chanceler Jean-Noël Barrot afirmou que a resposta de Teerã aos protestos é “intolerável, insuportável e desumana”.
Alemanha
Em Berlim, o Ministério das Relações Exteriores também convocou o representante iraniano. Em nota publicada na rede X, a pasta qualificou a repressão como “brutal e chocante”.
Reino Unido
Londres exigiu que o embaixador iraniano apresente explicações sobre as denúncias de mortes e abusos durante as manifestações e advertiu que acompanhará de perto a evolução da crise.
Espanha
O ministro das Relações Exteriores José Manuel Albares informou que Madri chamou o embaixador iraniano para exigir respeito ao direito de reunião pacífica e à liberdade de expressão.
Dinamarca
Copenhague convocou o encarregado de negócios do Irã — o embaixador não está no país — e pediu que Teerã cumpra suas obrigações internacionais relativas aos direitos de reunião e associação.
Outros países e União Europeia
Itália e outras nações do bloco também aderiram às convocações. A União Europeia, em comunicado anterior, condenou o “uso desproporcional e pesado da força” pelas autoridades iranianas e declarou solidariedade aos manifestantes.
As mobilizações no Irã, iniciadas em meio a críticas ao regime islâmico, continuam a atrair atenção internacional, enquanto governos europeus intensificam a pressão diplomática para que Teerã responda pelas denúncias de violações de direitos humanos.
Com informações de Gazeta do Povo