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Nicarágua liberta dezenas de detentos após pressão diplomática dos EUA

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O governo do presidente Daniel Ortega anunciou no sábado (10) a libertação de dezenas de presos em todo o sistema penitenciário da Nicarágua. A medida veio dias depois de fortes manifestações públicas dos Estados Unidos contra as detenções consideradas arbitrárias no país.

Em comunicado, o regime sandinista informou que os liberados deixaram as prisões nacionais, mas não detalhou quantas pessoas foram beneficiadas nem reconheceu oficialmente que se tratava de presos políticos. Também não ficou claro se os libertados continuarão sujeitos a medidas restritivas, como prisão domiciliar.

Uma organização local de direitos humanos que monitora casos de perseguição política relatou a libertação de pelo menos 19 pessoas no mesmo dia do anúncio oficial.

A pressão norte-americana se intensificou após a operação conduzida pelos EUA na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e na soltura de opositores venezuelanos. Na sexta-feira (9), a embaixada dos EUA em Manágua elogiou a libertação de detidos na Venezuela e cobrou postura idêntica da Nicarágua, lembrando que mais de 60 pessoas continuavam “injustamente presas ou desaparecidas” no país centro-americano.

Em dezembro, o Departamento de Estado exigiu publicamente a liberação de todos os presos políticos nicaraguenses. No sábado, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental reiterou críticas ao que classificou como “tirania” do governo Ortega. Paralelamente, o senador Rick Scott (Partido Republicano, Flórida) afirmou na semana anterior que a Nicarágua seria um dos próximos alvos de pressão dos EUA após a ação na Venezuela.

Segundo o jornal dissidente El Confidencial, autoridades penitenciárias comunicaram que cerca de 30 pessoas foram entregues às famílias no sábado. Entidades de direitos humanos confirmaram que pelo menos 20 dos libertados já constavam em listas de presos políticos; os demais nomes ainda estão sob verificação.

Com informações de Gazeta do Povo