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Casa Branca põe Jerome Powell na mira e aciona investigação criminal sobre reforma da sede do Fed

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O presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos, Jerome Powell, informou neste domingo, 12 de janeiro de 2026, que passou a ser alvo de uma investigação criminal conduzida pelo governo de Donald Trump. De acordo com o dirigente, o Departamento de Justiça entregou ao banco central, na sexta-feira (10), intimações de um grande júri relacionadas ao depoimento prestado por ele ao Senado em junho do ano passado.

Em comunicado em vídeo, Powell declarou que as ameaças de acusação dizem respeito a esclarecimentos sobre o projeto multibilionário de reforma dos prédios históricos do Fed. Ele classificou a medida como “intimidação” e afirmou que os verdadeiros motivos seriam as decisões de política monetária tomadas “com base em avaliações econômicas, em vez de seguir as preferências do presidente dos EUA”.

“A questão é se o Fed poderá continuar definindo taxas de juros a partir de evidências e condições econômicas ou se a política monetária será guiada por pressão política”, ressaltou o presidente do banco central, rompendo o tom cauteloso habitual.

Cobranças de Trump

Trump tem criticado Powell há meses, alegando que o Fed não reduziu os juros o suficiente. O presidente também pressiona para que o sucessor de Powell, previsto para assumir em maio, adote postura monetária alinhada à Casa Branca.

Entre as fricções recentes, Trump questionou o custo da reforma da sede do Fed, que teria passado de US$ 2,5 bilhões para US$ 3,1 bilhões—valor contestado por Powell. O governo ainda tentou afastar a diretora Lisa Cook, acusando-a de fraude hipotecária, iniciativa barrada pelo Judiciário.

Powell qualificou a investigação como “ação sem precedentes” e reafirmou compromisso de cumprir suas funções “sem medo ou favores políticos”.

Com informações de Gazeta do Povo