Deputados de partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro e representantes de entidades civis lançaram nesta segunda-feira (12) a campanha “Congresso amigo do povo”, nas redes sociais, com o objetivo de reforçar a importância das eleições para Câmara e Senado marcadas para outubro de 2026.
A iniciativa reúne nomes do PSOL, PT e PSB, entre eles Luiza Erundina (PSOL-SP), Patrus Ananias (PT-MG) e Pedro Campos (PSB-PE). O grupo aposta na ideia de que um Parlamento alinhado a pautas progressistas pode acelerar ou barrar projetos considerados estratégicos para a esquerda.
“É preciso ter um Congresso mais qualificado, de melhor nível que o atual. O Parlamento é fator de progresso ou retrocesso”, afirmou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos articuladores, ao jornal Folha de S.Paulo. Segundo ele, a disputa eleitoral não se resume ao Palácio do Planalto ou aos governos estaduais.
Resposta a discurso negativo
O nome da campanha foi escolhido como contraponto ao mote “Congresso inimigo do povo”, expressão que ganhou força nas redes em 2025. Na avaliação dos organizadores, o slogan — disseminado após aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro assumirem cargos de direção na Câmara e no Senado — passou a desgastar inclusive parlamentares de esquerda.
O rótulo negativo se intensificou quando propostas como a PEC das prerrogativas de função e a anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 entraram em pauta. Para os idealizadores da nova campanha, a generalização deslegitima o Legislativo.
Identidade visual e bandeiras
O cartunista Claudius Ceccon, um dos fundadores do jornal O Pasquim, assinou a identidade visual do movimento. As peças associam o Congresso a temas defendidos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o fim da jornada 6×1, a taxação dos super-ricos e o combate ao feminicídio.
Com a campanha, os parlamentares pretendem reorganizar o discurso político nas redes sociais e influenciar o eleitorado antes do pleito de outubro, destacando o papel do Legislativo na definição dos rumos do país.
Com informações de Gazeta do Povo